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Revisão Intel Core Ultra 5 225F: a porta de entrada eficiente e gelada para a nova geração LGA 1851

Redação RevisaTech18 de julho de 20264 min de leitura
Intel Core Ultra 5 225F
Publicado em 18 de julho de 2026Atualizado em 18 de julho de 2026

O mercado de hardware está passando por uma grande transição e o Intel Core Ultra 5 225F é o representante das mudanças mais drásticas da fabricante para setups de entrada e intermediários. Ao abandonar completamente o clássico Hyper-Threading e inaugurar a arquitetura Arrow Lake-S, a Intel entregou um processador que prioriza o funcionamento limpo, eficiente e moderno. Ele é altamente recomendado para quem vai montar um computador do zero em 2026 e quer garantir acesso antecipado à nova plataforma LGA 1851, desde que já tenha uma placa de vídeo reservada para o projeto. Por outro lado, passa longe de ser uma boa escolha para quem busca apenas atualizar uma máquina antiga ou reutilizar memórias DDR4.

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Prós

  • Mantém temperaturas muito controladas mesmo exigido ao máximo
  • Garante navegação fluida e rápida com vários programas abertos
  • Segura bem os quadros na maioria das situações de jogo
  • Consome pouquíssima energia, poupando a fonte de alimentação

Contras

  • Custo inicial alto por exigir placa-mãe e memórias de nova geração
  • Exige a compra de uma placa de vídeo dedicada para dar tela

Desempenho no mundo real: frio, calculista e dependente de GPU

Nos testes práticos, o Intel Core Ultra 5 225F mostrou que não é preciso ter dezenas de threads para manter a estabilidade. Os seus 10 núcleos físicos trabalham em uma harmonia excelente. Em multitarefa e produtividade leve a intermediária, a resposta do sistema operacional é ágil, lidando sem solavancos com alternância entre abas de navegador pesadas e softwares como o pacote Adobe ou editores de vídeo mais simples.

Quando o assunto é jogos em resolução 1080p, ele entrega um desempenho muito honesto. Ao ser pareado com uma placa de vídeo de alto nível, consegue manter o framerate estável na grande maioria dos títulos atuais. Ele apenas demonstra seus limites perante cenas de ação extremamente complexas, onde perde o fôlego quando comparado a chips mais robustos como o seu irmão maior, o Core Ultra 5 245KF.

Seu grande trunfo, no entanto, é o isolamento térmico e elétrico. O processador opera incrivelmente gelado, registrando um consumo muito modesto de energia (65W de TDP base). Isso significa que você não precisa gastar fortunas em sistemas de refrigeração líquida gigantescos ou fontes de alimentação colossais; um air cooler competente e uma fonte de boa procedência de entrada dão conta do recado com muita margem de segurança. Lembre-se apenas do que a letra "F" no nome significa: não há gráficos integrados aqui. Se você tentar ligar o PC sem uma placa de vídeo dedicada (GPU) espetada na placa-mãe, o monitor ficará completamente apagado.

Para quem vale o investimento na nova arquitetura?

A compra faz sentido absoluto para o consumidor que tem o orçamento focado em criar uma base de longa duração. Se você está montando um PC gamer hoje e quer a segurança de usar o soquete LGA 1851 — que deve receber novos processadores no futuro —, o 225F é o ingresso mais racional. Ele atende perfeitamente ao jogador de fim de semana e ao usuário corporativo híbrido que preza por uma máquina silenciosa.

Não vale a pena, de forma alguma, para quem está em uma plataforma LGA 1700 (gerações 12, 13 ou 14 da Intel) esperando um upgrade barato, já que a mudança de soquete força a troca imediata da placa-mãe e a compra obrigatória de memórias DDR5. Esse custo de plataforma eleva o valor do "kit de entrada", punindo orçamentos muito apertados.

Ficha técnica

  • Arquitetura: Arrow Lake-S (Série 2)
  • Núcleos / Threads: 10 (6 P-cores + 4 E-cores) / 10
  • Clock Boost Máximo: Até 4.9 GHz (P-cores) / 4.4 GHz (E-cores)
  • Cache: 20 MB (L3 / Smart Cache) e 22 MB (L2 Total)
  • Soquete: LGA 1851 (Chipsets série 800)
  • Memória suportada: DDR5 (Até 6400 MT/s nativos)
  • TDP: 65 W (Base) / 121 W (Turbo Máximo)
  • Vídeo Integrado: Não possui

Recursos extras: a chegada da NPU aos desktops

Embora seja um chip de entrada para a linha desktop, o Core Ultra 5 225F traz a Intel AI Boost, uma Unidade de Processamento Neural (NPU) integrada com capacidade de 13 TOPS. Na prática diária, ela atua de forma invisível assumindo tarefas locais ligadas à inteligência artificial, como aplicar desfoque de fundo avançado em videochamadas, cancelar ruído de microfone em tempo real no Discord ou auxiliar plugins específicos de edição de imagem. O grande benefício de ter uma NPU nativa é que ela tira essa carga de trabalho do processador principal e da placa de vídeo, economizando energia e garantindo que o seu jogo ou programa pesado não sofra perdas de desempenho por conta de processos secundários rodando no fundo.